Três regiões de Minas Gerais registraram alta no faturamento da indústria



Três regiões de Minas Gerais registraram alta no faturamento da indústria
 
Assim como o faturamento do conjunto da indústria de mineira cresceu 3% em maio ante o mesmo período do ano anterior, o parque fabril do interior do Estado também voltou a crescer neste tipo de comparação. Segundo a pesquisa Indicadores Industriais (Index) da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), três das cinco regiões apresentaram resultados positivos nesse tipo de confronto: Triângulo Mineiro, Centro-Oeste e Zona da Mata.

Apesar dos números positivos, a economista da Fiemg Anelise Fonseca ponderou que ainda é cedo para considerar que o movimento seja um sinal de recuperação. Segundo ela, é preciso aguardar mais alguns meses e analisar os próximos números antes de comemorar qualquer resultado.

“No acumulado do ano também se percebeu uma melhora nos indicadores. Até mesmo os números que continuam em queda apresentaram recuperação. No entanto, ainda é cedo para falarmos em tendência. Os números da indústria em geral do Estado, por exemplo, indicaram estagnação”, justificou. Neste caso, quatro das cinco regiões apresentaram resultados positivos.

Triângulo - Na comparação mensal, o melhor resultado veio do Triângulo, cujo faturamento aumentou 26,4% em maio de 2017 na comparação com o mesmo mês de 2016. Houve aumento também nas horas trabalhadas, de 4,9%. Por outro lado, o emprego ainda recuou 4,2% e a massa salarial, 2,1%. Destaque para os setores de alimentos e químicos.

Já no acumulado dos cinco primeiros meses deste exercício, o faturamento na região avançou 2,5% e as horas trabalhadas, 2,1%. O emprego diminuiu 4,5% e a massa salarial, 8%, sempre na comparação com o mesmo período de 2016.

Centro-Oeste - Também na comparação mensal, o Centro-Oeste também se destacou, com o faturamento industrial avançando 23% em maio sobre igual mês do ano passado. Ainda na mesma base de comparação, as horas trabalhadas aumentaram 5%, o emprego 3,2% e a massa salarial ficou estável. Neste caso, os destaques ficaram por conta das atividades têxteis e de metalurgia.

No acumulado do ano até o quinto mês, o avanço foi de 12,5% no faturamento, de 2,3% nas horas trabalhadas e de 2,5% no emprego. Já na massa salarial houve baixa de 1,8%.

Zona da Mata - Na Zona da Mata, o faturamento da indústria cresceu 6,9% no quinto mês de 2017 e a massa salarial, 17,3%. Por outro lado, as horas trabalhadas caíram 1,4% e o emprego, 2%. Alimentos, têxteis e ainda celulose e papel se destacaram. De janeiro a maio, a alta do faturamento foi de 1% e da massa salarial de 8,3%. As horas trabalhadas, neste caso, caíram 4,1% e o emprego,1,4%.

Sul e Leste - No Sul houve queda de 3,6% nas receitas da indústria na comparação mensal. Da mesma forma, as horas trabalhadas recuaram 8,1% e o emprego 4,6%. Já a massa salarial avançou 4,6%. No acumulado do ano até maio o faturamento caiu 10,1%, as horas trabalhadas 8,4%, o emprego, 4,5%, e a massa salarial avançou 1,4%.

Por fim, o Leste registrou queda de 10,2% nas receitas de maio deste ano quando comparadas com maio do ano anterior. Todos os demais índices também ficaram negativos: horas trabalhadas -2,6%, emprego -10,6% e massa salarial -10,7%. De janeiro a maio houve crescimento no faturamento de 15,5%, mas as horas trabalhadas recuaram 6%, o emprego 10,6% e massa salarial 11,3%.



11 de julho de 2017
http://www.diariodocomercio.com.br/noticia.php?tit=tres_regioes_de_minas_gerais_registraram_alta_no_faturamento_da_industria&id=182895